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Estupro Virtual: Denuncie!

Você sabia que estupro não é só um crime que se comete presencial ou fisicamente? Muitas pessoas acham que estão “protegidas” pelo anonimato ou pela distância proporcionada pelos meios virtuais. Até mesmo quando se trata de abuso sexual, acreditam que não sofrerão penas reais por terem cometido crimes através da internet.

O “estupro virtual” pode ocorrer, quando uma pessoa, por meio da internet, WhatsApp, Skype, Instagram ou Facebook, por exemplo, venha a constranger ou ameaçar a outra a tirar a roupa na frente de uma webcam, gravar vídeos sexuais ou se fotografar nua contra sua vontade.

No Brasil tivemos, recentemente, a primeira prisão por estupro virtual e o fato se deu exatamente pelo criminoso ameaçar que a vítima realizasse atos libidinosos pela internet, e o enviasse em forma de vídeo. O caso foi parar na mesa de um juiz de Teresina, no Piauí, quando um estuprador ameaçou divulgar fotos que tirou da ex-namorada enquanto dormia caso ela não cedesse sexualmente às imposições que ele fazia por meio virtual.

No “estupro tradicional”, o domínio maior era o da força bruta. E geralmente, aquele que gera esse ‘estupro virtual’ já tem o domínio psicológico sobre a vítima. Se não ficar registrado o consentimento, e a parte que se diz vítima dizer que foi forçada a fazer aquilo, o suspeito vai ser enquadrado no crime de estupro. .
Nós do Mundos Virtuais, Mulheres Reais estamos na defesa das mulheres vítimas de crimes virtuais. Saiba que o meio em que esta força é imputada para que a vítima realize o ato não precisa ser necessariamente física ou presencial. A lei trata o estupro da mesma forma, independente do meio em que seja praticado.
DENUNCIE!

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