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Ser magra não é a resposta. Ser feliz e estar em paz sim!

Eu acredito que Deus conversa conosco através das pessoas e das situações da vida. Não sei se sou eu que vejo razão e fé em tudo, ou de fato isso é uma realidade incontestável. Independente de ser a única a acreditar nisso, hoje eu tive mais uma confirmação ao ser convidada para dar outra entrevista e fazer uma releitura da matéria que fui capa na edição de carnaval em fevereiro de 2014. Há algum tempo, não me sinto mais a vontade de dar dicas fitness/nutricionais como se a vida se baseasse nisso e o valor de uma pessoa tivesse que ser resumido a isso. De fato, nunca acreditei nisso, mas eu estava tão imersa na realidade virtual e nos padrões de beleza, também pudera, eu trabalhei como modelo e blogueira por muitos anos enquanto fazia faculdade de Direito até me tornar advogada e me especializar em Direito Digital e Crimes Cibernéticos.
É muito difícil você desvincular os seus pensamentos focados no corpo curvilíneo, delineado e com músculos aparentes quando sua vida e seu dia-a-dia profissional depende e é focado na aparência. Ocorre que a vida nos trás pessoas, caminhos e aprendizados conforme vamos caminhando e o mesmo aconteceu comigo. O meu “Antes e depois: De gordinha a modelo” se tornou um start para algo muito maior e essa vontade de transmitir para as pessoas que somos muito mais do que um corpo, transcendeu a minha alma.

A entrevista já está na Revista Sou Mais, se quiser conferir, veja aqui:

Matéria Revista Sou Mais Eu

Antes e depois

Conclusão com esta entrevita? Que eu queria que toda mulher que deseja ser magra, fosse sarada e modelo para saber que não é essa a resposta. Tive que passar fome e dormir sonhando com chocolate, ser gordinha e emagrecer, colocar silicone, fazer dieta regradíssima, ter transtornos alimentares e ganhar massa magra, ficar com o corpo que eu sempre quis para chegar “lá” e ver que eu não estava feliz. Tudo que eu queria era me sentir bem comigo mesma e isso não acontecia. Estar a vontade sendo eu mesma e isso não ocorreu. Sempre quis mais. Eu queria ser mais magra, mais sarada, mais seca, tudo menos e tudo mais, mas nunca equilibrado, nunca eu mesma. E foi aí que vi que tudo que estava buscando estava dentro de mim mesma e não fora.
Foi olhar no espelho e estar a vontade depois de um chocolate porque isso não gerou compulsão. Foi entender que o meu valor não está na minha aparência. Claro que minha profissão estava relacionada com isso, mas é aí que entra a questão “Quantas mulheres querem ser modelos? Quantas mulheres não querem se enquadrar em um determinado padrão de beleza? Quantas pessoas acreditam que só vão ser felizes se forem magras?” Acho que o título desta revista diz tudo “Sou mais eu”. Sim. Devemos ser mais nós mesmas. Devemos ser nós como um todo, como um conjunto, mulheres inteligentes, independentes, determinadas, engajadas, pró-ativas.
Autoestima é importante, obviamente. Mas ela é um todo, não um resumo da sua aparência. Não é seu corpo que vai determinar o seu valor ou quem você é. Não é seu corpo sua identidade, ainda que você trabalhe como modelo. Estamos em um mundo virtual mas queremos mulheres reais. E eu sei que você quer ser real e de verdade. E isso não deve estar relacionado com seu peso ou suas medidas. E sim com o que você pensa e sente. O que determina quem você é e o que você quer é sua mente. Seus pensamentos que devem construir o corpo ideal e não o contrário. Não inverta essa ordem. Não se anule para se encaixar. Não acredite que aquele biquini vai te trazer felicidade. Porque eu já tive dentro dos menores biquinis, com os sorriso menos sinceros da minha vida. Então, acredita em mim. Ser magra não é a resposta. Ser feliz e estar em paz sim!

Um beijo meninas e até o próximo post!

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